quarta-feira, 22 de junho de 2016

Serpentine Gallery 2016


Assim como acontece todos os anos, a Serpentine Gallery, localizada no Hyde Park, Londres, inaugurou nesse mês um pavilhão temporário, sempre projeto de um escritório de arquitetura que ainda não tenha construído no Reino Unido. Desde o ano 2000, os pavilhões já contaram com projetos de arquitetos como Jean Nouvel, Sejima e Nishizawa (SANAA), Rem Koolhaas, Sou Fujimoto e até Oscar Niemeyer (em anos anteriores, quase rolou um projeto do Paulo Mendes da Rocha + Metro).
Nesse ano de 2016, o design ficou por conta do escritório BIG, do dinamarquês Bjarke Ingels. Seguem algumas imagens, registradas pelo sempre competente fotógrafo Iwan Baan.








Nesse ano, diferente dos anteriores, foram desenvolvidos mais quatro pavilhões, de 25, por diferentes escritórios de arquitetura. A nova iniciativa pretende ser fixa, com diferentes temas todos os anos. Veja fotos dos pavilhões abaixo.

Escritório Kunlé Adeyemi (Nigéria)

Escritório Barkow Leibinger (Alemanha/EUA)

Escritório Yona Friedman (Hungria)

Escritório Asif Khan (Inglaterra)

Todas as fotos, e uma bela reportagem sobre os pavilhões podem ser acessados clicando aqui, no site designboom.

Para ler nossa postagem do ano passado, clique aqui.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

PMR e PPMS


Na época em que o arquiteto João Batista Vilanova Artigas chamou dois jovens talentos para integrar seu time de assistentes, uma das coisas que mais chamou a atenção, era o fato dos dois não serem próle das pranchetas do curso de arquitetura da USP, mas do curso rival do Mackenzie.
Passadas as décadas, esses dois arquitetos se tornaram referências absolutas da arquitetura brasileira. Essa semana, Paulo Mendes da Rocha e Pedro Paulo de Melo Saraiva voltaram a chamar a atenção.

No próximo sábado, dia 14 de Maio, às 14:30h no Museu da Casa Brasileira, será lançado o livro sobre a obra de Pedro Paulo de Melo Saraiva, pela Romano Guerra Editora, em parceira com o Instituto Bardi, e patrocínio do CAU/SP. O livro torna-se, desde já, item indispensável na coleção de arquitetos que prezam a boa arquitetura.

Paulo Mendes da Rocha foi premiado com o Leão de Ouro da Bienal de Veneza desse ano, pela sua trajetória e produção, recomendado pelo diretor do evento nesse ano de 2016, Alejandro Aravena. O prêmio será entregue em uma cerimônia, no dia 28 de Maio, em Veneza.



Vimos essas notícias no site do ArchDaily Brasil e na página de Facebook do arquiteto e professor Abílio Guerra.
As imagens que ilustram a postagem pertencem ao acervo pessoal dos arquitetos, e foram modificadas pelos autores.

*Caso alguém se sinta prejudicado pelo uso dessas imagens, basta nos avisar, que essas serão retiradas do ar.

sexta-feira, 4 de março de 2016

IMAGINÁRIO: CONSTRUIR E HABITAR A TERRA - ICHT 2016

Cidades ‘inteligentes’ e poéticas urbanas
O Colóquio Internacional - Imaginário: Construir e Habitar a Terra ICHT 2016 visa ampliar as fronteiras do pensamento sobre as cidades no século XXI.
Diante da contemporaneidade do tema, que parece afunilar a noção de inteligência em mera eficiência produtiva, o evento é uma oportunidade para refletir e debater sobre cidades inteligentes e poéticas urbanas.
Afinal, o que é uma cidade inteligente? Quais parâmetros poderiam defini-la? A cidade inteligente é um fenômeno inédito ou algo intrínseco ao construir e habitar a Terra? Estariam poética e inteligência em pólos antagônicos ou unidas neste processo? Que perspectivas críticas se delineiam hoje quanto ao construir e habitar a Terra? Que experiências e proposições projetuais apontam alternativas e demandam reflexões? Como as poéticas urbanas interagem, tensionam, subvertem e transformam as abordagens e questões em pauta?
O ICHT 2016 é um evento organizado pela FAUUSP e pela Université Jean Moulin Lyon 3 em parceria com o SENAC que será composto por dois encontros em 2016, o primeiro em São Paulo, em Março, e o segundo em Lyon, em Outubro, com o intuito de aprofundar o debate sobre questões pertinentes ao imaginário, ao construir e habitar a Terra, vinculadas às cidades ‘inteligentes’ e às poéticas urbanas.
A versão preliminar das Atas do Colóquio já está disponível. Acesse clicando no link a seguir:
Este arquivo será substituído em breve pela versão final, mas já traz todo o material selecionado para o colóquio.


Participem! 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Modernismo austríaco/australiano


Hoje o Archdaily postou um vídeo muito interessante: uma conversa com Penelope Seidler, esposa do  falecido arquiteto modernista Harry Seidler, na casa que ele projetou para eles, em Sidney, Austrália.
Imigrante austríaco, Harry Seidler foi um importante arquiteto modernista na terra dos cangurus, tendo uma obra pouco conhecida no Brasil.

Vale a pena assistir abaixo.


 

A foto antiga da casa, com Penelope posando, em 1967, é do próprio arquiteto. Para ver essa e mais algumas fotos, além de uma matéria interessante, clique aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Eladio Dieste e a Iglesia del Cristo Obreiro, onde até a cruz é de tijolo


Se um dia fossemos projetar uma igreja, com certeza essa seria uma das grandes referências. Aliás, não apenas se fosse uma igreja.
Os conceitos utilizados pelo arquiteto Eladio Dieste, quando projetou a Iglesia del Cristo Obrero, no início da década de 1950, inspiraram gerações de arquitetos, e podemos reconhece-los em muitas obras, mesmo de arquitetos brasileiros (como o uso de tijolos de vidro coloridos na Casa Roberto Millan).




A igreja foi construída em sua totalidade por tijolos cerâmicos armados, inclusive artefatos como a escada, guarda-corpo, cobertura e até mesmo uma das cruzes na empena.






Arquiteto e engenheiro, o uruguaio Eladio Dieste foi responsável por diversas obras que desafiavam a gravidade e elevava a técnica da cerâmica armada a nível de vanguarda. A Iglesia del Cristo Obrero é possivelmente sua obra mais famosa pelo mundo.





O trabalho dos pedreiros e operários que tornaram a igreja possível é dos mais primorosos e revelam todo seu valor, abraçam a estética resultante, deixando aparente cada solução adotada, cada detalhe executado.








Dispensando pintura ou manutenção dispendiosa, os tijolos envelhecem bem, e são cada vez mais apropriados pela natureza circundante.
Sem dúvida, uma obra arquitetônica e de engenharia primorosa, cuja visita é obrigatório a qualquer arquiteto, em algum período de sua vida.




Todas as fotos são de autoria de Flavio Cesar Mirabelli Marchesoni.
Vimos os desenhos aqui.