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O Vermelho do MASP

         Poucos sabem, mas desde sua construção em 1968 até o ano de 1990, os grandes pórticos do MASP não eram vermelhos. O Museu de Arte de São Paulo em 1978. Foto de Hugo Segawa.          Embora em croquis iniciais, Lina Bo Bardi apresente a ideia da cor vermelha para os dois pórticos estruturais, os dez anos que separaram o início das obras (em 1958), até a conclusão do edifício, acabaram por mudar o projeto. Embora a própria arquiteta nunca tenha admitido, e ninguém tenha escrito sobre o assunto, parece óbvio que a escolha pela estética do concreto aparente é fruto do fenômeno arquitetônico ocorrido naqueles anos. Lina pode simplesmente ter decidido seguir a linguagem de seus contemporâneos, já sugestivos em seus projetos anteriores. O edifício algum tempo antes de sua inauguração, ainda com a transparência dos caixilhos. Foto de Hans Gunter Flieg.          O vermelho só aparec...

Casas de Arquiteto no SESCTV

         O SESCTV produziu programas especiais de arquitetura voltados ao tema da habitação. Através de diversos assuntos chave, como "maloca" e "casa sertaneja" por exemplo, cada um dos 13 episódios explora características de diferentes maneiras de morar em nosso país.          A série intitulada "Habitar Habitat" tem direção de Paulo Markun e Sérgio Roizenblit, e pode ser assistida através do link do Vimeo, clicando-se aqui .          O 3º episódio tem como assunto "casa de arquiteto", explorando cinco emblemáticos projetos de residências em São Paulo. Os vídeos podem ser conferidos abaixo: Vilanova Artigas Paulo Mendes da Rocha Marcos Acayaba Carlos Bratke Eduardo Longo          Vale a pena conferir, já que esses projetos habitam nossa imaginação por meio de representações estáticas (desenhos e fotografias). Compreender tais projetos a...

Artigas em Curitiba: 2 Casas

         Arquitetura é espaço e tempo. Mesmo após séculos, tais conceitos são pouco compreendidos. Lidamos com o tempo como se esse fosse matemático, dividido em escalas e períodos, sem nos darmos conta ou atribuirmos a ele características ligadas à física ou à percepção mental (horas que demoram ou passam "voando"). O conceituamos matematicamente, por que, ao fazê-lo, sentimo-nos seguros. O mesmo se dá com o espaço, medido pela escala humana, distância sempre tomando como referência nós mesmos.          Ambos, tempo e espaço, se unem quando falamos de distâncias inimagináveis (anos-luz). No entanto, todos sentem e percebem o espaço e o tempo, independente do que compreendem como tal. Ambos permeiam a tudo e a todos...a matéria. Sem a matéria, não teríamos a referência necessária do tempo e espaço nesse mundo.          Nós arquitetos, ao definirmos um projeto, criamos a ilusão de que com isso também de...

Trajetória

Muito por se fazer...ainda.

O fenômeno do sucesso e suas sequelas

         Por que nós, estudantes e profissionais, desenvolvemos a mania de defender nossos arquitetos preferidos como divindades?          Incapazes de errar, incapazes de realizar obras que ignorem completamente o entorno, os usos e características básicas de seu lugar. Qual é o grande problema em criticar, no sentido verdadeiro da palavra, obras "consagradas" de arquitetura? Me parece que o público chamado de "leigo", o faz de maneira muito mais tranquila, e por diversas vezes ouvi profissionais de outras áreas "destruindo" criticamente a obra de grandes arquitetos com justificativas muito mais convincentes do que os verbetes repetitivos e manjados escritos em revistas especializadas ou atas de júris.          Por outro lado, até que ponto um indivíduo está apto para criticar uma arquitetura? Em um mundo onde encontrar fotografias, vídeos e desenhos de um projeto pode ser feito em segundos, e onde di...

Quando o Moderno não era um Estilo, e sim uma Causa [Redux]

Quando o Moderno não era um Vestido, e sim uma Calça.