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Trajetória

Muito por se fazer...ainda.

O fenômeno do sucesso e suas sequelas

         Por que nós, estudantes e profissionais, desenvolvemos a mania de defender nossos arquitetos preferidos como divindades?          Incapazes de errar, incapazes de realizar obras que ignorem completamente o entorno, os usos e características básicas de seu lugar. Qual é o grande problema em criticar, no sentido verdadeiro da palavra, obras "consagradas" de arquitetura? Me parece que o público chamado de "leigo", o faz de maneira muito mais tranquila, e por diversas vezes ouvi profissionais de outras áreas "destruindo" criticamente a obra de grandes arquitetos com justificativas muito mais convincentes do que os verbetes repetitivos e manjados escritos em revistas especializadas ou atas de júris.          Por outro lado, até que ponto um indivíduo está apto para criticar uma arquitetura? Em um mundo onde encontrar fotografias, vídeos e desenhos de um projeto pode ser feito em segundos, e onde di...

Quando o Moderno não era um Estilo, e sim uma Causa [Redux]

Quando o Moderno não era um Vestido, e sim uma Calça.

Arquitetura não é Arte

         O sucesso de um arquiteto, depende do meio social em que vive? Depende de uma chance? Depende da vontade de querer fazer arquitetura?          Pode ser do desconhecimento da maioria o fato de o arquiteto não trabalhar sozinho. Arquitetura não é, e não deveria ser, pensada por um único indivíduo. No entanto é mais fácil vender a imagem do gênio: aquele que senta, descansa suas mãos sobre o papel e cria os mais belos edifícios através de seu talento nato.          Essa rixa, divisão profunda que marca nossa profissão, no que diz respeito à centralização de uma figura de um lado, e todos os demais profissionais envolvidos na complexa ação de erigir um edifício de outro, vem da própria definição de nosso campo de atuação no Brasil.          Diferente das outras profissões, a Arquitetura transita entre duas ciências separadas intelectualmente: o campo das exatas e o campo...

Quando a arquitetura se transforma em objeto

         É fato que um edifício é mercadoria. No momento da primeira apresentação do projeto para o cliente, os desenhos tomam unidade, e transformam-se em mercadoria, algo que será comprado e negociado. Inevitavelmente, o edifício se transforma em objeto: de desejo, de consumo, de uma série de sentimentos que tem pouco a ver com o objetivo real da arquitetura (abrigar, proteger, servir de espaço de convivência controlado, isolado das intempéries).          O desejo, na maior parte das vezes, toma tamanha proporção, que a maioria dos arquitetos entra no jogo, são levados a projetar já pensando que aquele ato é uma mercadoria. Será que existe uma maneira de escapar disso? Será mesmo que, em algum momento, um segundo, a arquitetura não é mercadoria?          Seja em renders ou em vídeos bonitos, como o exemplo acima, da Casa em Paraitinga (projetada pelo escritório do arquiteto paulistano Yuri Vit...

IMS na Av. Paulista: Processo de Criação e Apresentação

         No início de 2012 foi anunciado o projeto vencedor do concurso fechado para a nova sede do Instituto Moreira Sales na Avenida Paulista. De lá para cá, o projeto escolhido, do escritório paulistano Andrade Morettin, vem passando por diversas mudanças e adaptações (por diversos motivos, como a falta de conhecimento na execução de certos detalhes propostos, por exemplo).          A Revista Monolito, edição nº 8 , registrou de maneira apurada a competição, que contou com seis escritórios brasileiros de arquitetura conceituados pela mídia. No site dos vencedores, também é possível visualizar imagens, desenhos e textos sobre o projeto.          No entanto, nenhum outro meio é mais esclarecedor do que o vídeo abaixo, da apresentação que Vinicius Andrade e Marcelo Morettin realizaram perante o júri do concurso, representando a equipe do escritório. Falada em inglês, devido à internacionalidade do júri...